ATA DE REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DELIBERATIVO DA SOCIEDADE ALPHAVILLE RESIDENCIAL 4

 

 

Aos vinte e sete de novembro de 2007, na sede da Sociedade Alphaville  Residencial 4, situada na Avenida Alphaville, nº 3229, na cidade de Santana de Parnaíba, Estado de São Paulo,  às 20h30min, em segunda convocação, estando presente em número legal de Conselheiros conforme as assinaturas constantes da Lista de Presença,  reuniram-se os membros do Conselho Deliberativo da Sociedade Alphaville  Residencial 4,  em reunião extraordinária, a fim de deliberar sobre os seguintes assuntos constantes da ordem do dia: Item 1) Leitura e aprovação da ata da reunião anterior. Item 2) Apreciação e deliberação sobre Conselheiros ausentes às reuniões e justificativas de faltas. Item 3)  Inicio do processo de eleição do Conselho Fiscal, de acordo com o Artigo 46, dos Estatutos Sociais; Item 4) Análise do acordo entre a Sociedade Alphaville Residencial 4 e a Setin Empreendimentos Imobiliários Ltda; Item 5) Outros assuntos não passiveis de votação. Assumiram a mesa, o Presidente do Conselho Deliberativo, Sr. José Monteiro Paulino e os senhores. Donaldo Ferreira de Moraes,  Antonio Rufino Freire,  Paulo Roberto da Silva Yeda e,  ainda,  como assessor jurídico o Dr. Humberto Natal Filho.   Antes da abertura dos trabalhos,  o Conselheiro  José Roberto Montini levanta-se e pede ao sr. Presidente explicar porque ele convidara para fazer parte da mesa as pessoas que ali se encontravam.  O senhor Presidente diz que convidara o sr. Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes para secretariar e, ainda, para ajuda-lo na direção  dos trabalhos em virtude de dificuldade para falar (pequena cirurgia dentária),  e bem assim os senhores Paulo Yeda e Antonio Rufino para poderem  esclarecer algumas  questões que serão objeto de discussões nesta noite,    assim como convidara  o Dr. Humberto Natal Filho,  advogado,  para que comparecesse a esta Assembléia a fim de esclarecer as eventuais dúvidas  jurídicas  que surgissem no decorrer dos trabalhos.  Com a palavra o Conselheiro José Roberto Montini para protestar contra a presença de todos e especialmente em relação ao Dr. Humberto Natal Filho,  tendo este se retirado da mesa e indo sentar-se no plenário. Ainda antes da abertura dos trabalhos,  o Conselheiro Reynaldo Rodotá Stefano dirige-se até a mesa dos trabalhos para dizer que,  tendo  renunciado ao cargo de Vice-Presidente conforme já se manifestara a vários Conselheiros e Diretores da instituição,   agora queria formalizar o seu pedido por meio do ofício que nesse ato entregou à mesa. O Conselheiro Sergio de Almeida questiona ao sr. Paulo Yeda, o que está correto a versão do site ou a distribuída impressa. O sr. Paulo Yeda esclarece que a versão correta é a registrada em cartório, que afirma que o Conselho Fiscal será eleito pelo Conselho Deliberativo e que tão logo possamos, iremos corrigir a versão do site. Ainda antes da    abertura dos trabalhos,  o Conselheiro Sérgio de Almeida pede a palavra para dizer o seguinte:  Senhor Presidente, eu quero dizer que encaminhei uma solicitação ao sr. José Américo,  Gerente do Residencial,  em que pedi o fornecimento dos nomes,  endereços e telefones dos Conselheiros,  e para minha surpresa tive negado esse pedido,  em razão do que solicito seja dada uma advertência ao mesmo.” O Senhor Presidente pede ao sr. José Américo Molina Rodrigues que esclareça a questão.  Com a palavra o sr. José Américo Molina Rodrigues,  para esclarecimento e  diz o seguinte:  Eu não atendi  essa solicitação porque não fui autorizado pelo senhor Presidente do  Conselho Deliberativo”.  Com a palavra o sr. Sérgio de Almeida,  para dizer que era inaceitável essa negativa porquanto seria um direito de todos os Conselheiros disporem de tais informações.   Com a palavra o sr. José  Monteiro Paulino,  para dizer o seguinte:  “Eu quero aproveitar esta oportunidade para responder,  em breves palavras,  esse e outros pedidos e,  para tanto, quero referir-me a um outro acontecimento;   assim foi que há dias atrás,   na minha residência,  em horário de meu descanso e quando me dedico a manter contato com meus familiares e, especialmente, com meus filhos e netos,  fui surpreendido para tratar de assuntos relativos à administração do Residencial,  o que foi feito por meio de pessoas que aqui estão  presentes;   quero informar a todos que não trato,  na minha residência,  no meu lar,  de assuntos atinentes ao Residencial,  porque entendo que isto deve ser tratado aqui,  na sede do Residencial,  no horário comercial;  não tenho nada pessoal contra essas pessoas que me procuraram,  e  até posso recebê-las socialmente,  mais,  jamais,  repito,  para assuntos administrativos;    por outro lado,  e respondendo à indagação do sr. Conselheiro  Sérgio,  quero dizer que os Conselheiros,  como de resto a esmagadora maioria dos  moradores,  não  autorizam que se forneça a ninguém os seus endereços e telefones,  ou por razões de segurança ou por razões de privacidade,  já que não gostam de ser incomodados em seus lares. Eu posso dizer que alguns Conselheiros aqui presentes,  por serem meus amigos pessoais de longa data,  alguns com mais de 10 e até 20 anos de convivência,  em que existem amizade entre nossas esposas,  eu tenho seus telefones e eles têm o telefone da minha casa.  Mas,  isso não me autoriza a divulgar os seus números,  porquanto foram obtidos em virtude das convivências de nossos familiares.     Com a palavra o sr. Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes para dizer que,  corroborando o que disse o senhor Presidente, não autoriza o fornecimento de seu endereço e telefone para ninguém,  até porque eles sequer constam do catálogo telefônico por razões de segurança.  Usando da palavra,  sem autorização do Presidente,  o sr; Conselheiro José Roberto Montini,  disse o seguinte:  Isso  é um absurdo porquanto todos os Conselheiros exercem funções públicas e deveriam ter os seus endereços e telefones divulgados para todos os moradores.”  Novamente com a palavra o sr. Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes para dizer o seguinte:  “Respeito a sua opinião,  mas não aceito que sejam divulgados os dados relativos ao meu endereço e telefone”.  Novamente com a palavra o sr. Conselheiro Sergio Almeida para dizer que protestava contra essa orientação.  Aberta a sessão,  o sr. Presidente disse que passava a direção dos trabalhos para o sr. Donaldo Ferreira de Moraes  em virtude de problemas de saúde,  mas que permaneceria na mesa para atender a  eventuais pedidos de esclarecimentos,  e que decidiria as questões que, segundo o seu entendimento,  fossem privativas do seu cargo.    Iniciados os trabalhos, o sr. Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes  passou à discussão da Ordem do Dia e pôs  em discussão e votação o Item “1” do edital de convocação,  sendo  aprovada por unanimidade a ata da reunião anterior datada de 27 de junho de 2007.  Passando ao item “2” do edital de convocação,  foi lido o  expediente  do sr. Conselheiro Elio Giacomo Papaiz contendo a sua justificativa para a ausência à presente reunião,  que foi lido e  sendo aprovado por unanimidade,  ficando considerada justificada a sua ausência.  Passando ao item “3”, levanta-se o sr. Conselheiro José Roberto Montini para dizer o seguinte:  “Eu quero saber porque o Presidente do Conselho Deliberativo até hoje não procedeu à convocação de assembléia  para eleição  do Conselho Fiscal  conforme comprometido na Assembléia de 06 de junho de 2005;   essa omissão  demonstra incompetência do Presidente do Conselho.  E  afirmou:  se  você tivesse caráter,  como o Conselheiro Reinaldo,   deveria  pedir demissão do cargo.” Com a palavra  o sr. Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes para solicitar ao Conselheiro José Monteiro Paulino,  Presidente,  que  não responda a essa provocação.   Pede a palavra o sr. Paulo Roberto da Silva Yeda para  dizer que  gostaria de explicar a questão.  Levanta-se o Conselheiro José Roberto Montini,  sem autorização  da Presidência,  para em altos brados dizer que esta era uma reunião  do Conselho Deliberativo e que portanto o Presidente da  Diretoria não poderia se expressar.  Insistindo em falar,  o sr. Paulo Roberto  da  Silva  Yeda foi  impedido pelos altos brados do Conselho José Roberto Montini.   Com a palavra o sr. Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes para dizer o seguinte:  “Antes de encaminharmos a  discussão  da pauta, por saber que  o clima de desentendimento que existe entre alguns conselheiros aqui presentes teve origem nas negociações havidas com a empresa que adquiriu a área vizinha ao nosso Residencial,  e como tive  participação em vários acontecimentos anteriores que culminaram com a obtenção dessa área,  quero dar um testemunho que acredito ser valioso para a compreensão de todos os fatos;  vim  morar neste residencial nos idos de 1993,  e algum tempo depois fui convidado a participar do  Conselho Deliberativo do  SAR-4,  e quando passei  a me  interessar pelas coisas de interesse comum dos moradores. Tanto é verdade que,  num determinado momento,  realizei estudos relativos à questão do pedágio,  em que veio a ingressar com um Mandado de Segurança visando a obstar as pretensões da Via Oeste”.  Levanta-se o sr. Conselheiro José Roberto Montini,  sem ser autorizado por aparte ao orador,  para dizer o  seguinte:  “De nada adianta falar dessa ação  porque nós vamos ficar sem pagar o pedágio ? Quando iremos ficar sem pagar?  É isso que interessa,  o resto é bobagem”  Retomando a palavra, o sr. Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes respondeu dizendo o seguinte:  “A matéria relativa ao pedágio está “sub-judice”,  isto é,  dependente de apreciação pelos tribunais superiores,  e este assunto foi trazido à baila apenas para justificar haver-me dedicado a participar de questões de interesse público, assim como às que dizem respeito ao foro e laudêmio  que fora objeto de um logo estudo realizado em companhia dos advogados Humberto Natal Filho e Paulo Roberto da Silva Yeda”.  Nesse momento,  levanta-se o sr. Conselheiro Sérgio  Almeida,  sem pedido de aparte ao orador, para dizer o seguinte:  “Sobre esse  assunto,  quero saber porque você e esses mencionados advogados mantém um anúncio com o objetivo de receber honorários no “site” do Residencial,  quando existem outros advogados aqui em Alphaville tratando desse mesmo assunto ?”   Retomando a palavra,  o sr. Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes  disse o seguinte: “O Conselheiro Sérgio não sabe o que está falando.  Está utilizando uma antiga estratégia de evitar que eu continue falando por meio do desvio  do foco da discussão,  mas mesmo assim vou desviar-me para explicar as razões pelas quais foi colocado,   no site do Residencial,  o roteiro para o ingresso da ação contra o foro e o laudêmio.    Houve uma reunião de moradores  do nosso Residencial,  a qual compareceram  cerca de 200 pessoas,  aqui nesta sala, a fim de discutir uma correspondência encaminhada pelo  SPU a todos os moradores de Alphaville, em que  eram solicitadas inúmeras informações cadastrais;  que o objetivo desse recadastramento era a elevação  do valor do terreno e do valor da construção com a  óbvia finalidade de elevar-se o valor  do foro e do laudêmio e de, posteriormente,  o Governo Federal conseguir vender a sua participação de 17% do valor dos imóveis,   e  as pessoas aqui presentes queriam uma solução;  por isso, os três advogados aqui presentes,  inclusive eu,  aconselhamos a ingressar com uma ação de exibição de contrato de aforamento;  como os três advogados iriam ingressar com ações pessoais,  dissemos que poderiam eles aderir a essas ações,  para  o que bastava serem extraídas,  para  cada imóvel, as certidões necessárias;  que apenas seriam cobradas essas certidões e as custas relativas às notificações que seriam encaminhadas ao SPU e às de ingresso das ações;   que, então,  por sugestão dos moradores,  foi solicitado que se colocasse no site do Residencial os documentos que seriam necessários;  tratou-se,  portanto, de facilitar a vida dos  moradores,  para evitar que cada um fosse até os nossos escritórios,  em São Paulo,  para apanhar os formulários  e de realizar os  pagamentos dessas certidões." E retomando a questão principal,  o sr. Donaldo Ferreira de Moraes  afirmou o seguinte:  “Que há tempo atrás,  fazendo caminhada em torno do residencial constatei o abandono em que se encontrava a área situada na parte traseira do nosso loteamento,  ocasião em que  procurou o Dr. Paulo Dal Médico,  então Presidente do SAR-4,  e este informou que tal gleba pertencia  a Eletropaulo;  que,  diante do abandono em que se encontrava,  sugeri que o Residencial  devesse  tomar posse dessa área abandonada  e que, se mantivesse essa posse por  vinte anos,  poderia  pleitear a propriedade por meio de uma ação de usucapião;   o Dr. Paulo, recebendo essa sugestão,  prometeu estudar o assunto e  algum tempo depois comunicou que resolvera seguir o meu conselho e tomou posse da área e nela mandou realizar capinas e algumas pequenas benfeitorias; que logo  depois,  a pedido do Diretor de Esportes da  época,     transformar parte da área num campo de futebol,  no qual investiu-se cerca de 70 mil reais;  que alguns anos depois  o Residencial veio a receber  uma citação judicial numa ação de reintegração de  posse movida pela Eletropaulo,  em que  pedia a  expedição de uma medida liminar de reintegração,  o que exigia a realização de uma  audiência de justificação;  que,   a partir desse ponto foi possível visualizar-se  vários fatos marcantes:  o primeiro foi  o golpe de sorte  de apossamento da área,  o  outro foi a grande incompetência por parte  da Eletropaulo,  que, na audiência de justificação,  não conseguir provar a posse de menos de um ano e um dia,  que é indispensável para a  obtenção da liminar;  que,  se  a Eletropaulo tivesse entrado na  área que lhe pertencia e executado algumas obras  como,  por exemplo,  cercas,  muros ou alguma construção,  com isso ela facilmente provaria a sua posse em juízo e, pois, teria obtido a referida liminar;  que,  se ela tivesse  ingressado com a ação judicial no valor real do imóvel,  que seria em torno de 50 milhões de reais, essa providência  inibiria a nossa contestação,  e nos obrigaria a rapidamente sair da área para não arriscar a pagar um valor de sucumbência,  que praticamente  quebraria as finanças do nosso Residencial.  Como ela não tomou nenhuma dessas providências,    o que nos  jogaria de costas, aconteceu aquilo que todos sabíamos:  o indeferimento da medida liminar,  com  o processo seguindo  as vias ordinárias,  o que importava em discutir-se a demanda por 6 até 10 anos,   se encaminhada a discussão aos  tribunais superiores.  Por  isso,  continuou  o mesmo orador e  de forma  veemente afirmou:   “Quero agora,  como testemunha desses fatos registrar que,  graças à ousadia,  à  coragem e discernimento do Dr. Paulo  Dal Médico,  então Presidente do nosso Residencial,  que acolheu aquela orientação que nós demos,  levou a Eletropaulo e, depois, a Construtora Setin a fazer um acordo para  a cessão de uma área de 12.000 metros quadrados;  que não fosse a essa corajosa e oportuna atuação do Dr. Paulo Dal Médico,  por correr  todos aqueles riscos que anteriormente enumerei,  jamais teríamos ganho essa imóvel,  nessa espetacular vitória que representou a incorporação ao nosso residencial desse valioso patrimônio . E pretendendo o orador continuar a falar,  levanta-se o Dr. Paulo  Dal Médico para pedir que lhe fosse concedido aparte para explicar os fatos que se seguiram,    que  ele tinha pleno conhecimento de tudo o que  aconteceu a seguir,  no que acedeu o sr. Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes.  Com a palavra o Dr. Paulo Dal Médico para dizer o  seguinte: “Meus caros companheiros.  Quero ratificar inteiramente o que foi mencionado pelo Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes já que os fatos ocorreram da forma  como foi  por  ele descrita. Assim foi que assumindo a propriedade da área a Construtora Setin  ela deu  início a um projeto primeiro de construção de 200 casas e,  depois,  de 200 casas e mais  6 torres de prédios comerciais ou institucionais, ,  estes distando cerca de 14 metros do muro do Residencial.  Recebemos a  consulta e na ocasião dissemos que o Residencial não aceitava.  Imaginem os senhores,  se ocorresse a construção dessas casas e desses prédios,  tão próximo dos nossos muros,  o nosso Residencial seria desvalorizado,  com grandes prejuízos para todos os moradores,  sendo os mais prejudicados aqueles que são proprietários na Alameda Franca.  Após 3 anos sem nenhum contato,  chegou uma correspondência da Prefeitura dizendo que poderiam não ser mais 200 casas,  mas,  sim, 9 prédios residenciais de 14 pavimentos”.   Sem permissão do orador,  o sr.  Conselheiro José Roberto  Montini  disse  o   seguinte:  “ Tudo isso que está sendo dito pelo Dal Médico,  como tudo o que foi dito pelo Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes faz parte de uma orquestração montada  pela Prefeitura.  Tudo isso foi feito de forma irregular,  muito bem orquestrada.  Com a palavra o sr. Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes   para dizer ao Conselheiro José Roberto Montini que ele não poderia apartear sem autorização do orador que estava com a  palavra,  o que representava um grande tumulto  aos trabalhos.   Com a  palavra o sr. Conselheiro José Roberto Montini,  ainda sem autorização,  para dizer o seguinte:  “Você  é um ditador,  isto é uma ditadura  para impedir que eu possa exercer o meu direito de  criticar. Você pretende me impedir porque você faz parte dessa orquestra/”.  Pede a palavra,   o  sr. Paulo Dal Médico para dizer o seguinte: “Tenho em meu poder uma correspondência do Senhor Prefeito Municipal e gostaria de transmiti-la para o conhecimento dos senhores Conselheiros.”  Levanta-se sr. o Conselheiro José Roberto Montini,  sem autorização do orador,  para dizer o seguinte:  “Não adiante ler esse documento,  porque ele é a prova dessa orquestração.”  Com a palavra  o sr. Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes para dizer o seguinte:  “Se a palavra  orquestração  significa irregularidade nos atos praticados pela Prefeitura,  porque o senhor não propõe  uma ação popular para anular os atos da Prefeituras.   Se  o senhor Conselheiro tem tanta certeza de que houve irregularidade,  deve contratar um advogado e propor o ato de anulação judicial”.  Com a palavra o sr. Conselheiro José Roberto Montini para dizer o seguinte:  “Eu não vou propor nenhuma ação judicial,  mas vou continuar protestando contra essa  irregularidade.”  Pede a palavra o sr. Paulo Roberto da Silva Yeda para discorrer sobre a documentação celebrada em relação à negociação da área,  mas é interrompido pelo sr. Conselheiro Sérgio de  Almeida para dizer o seguinte:  “Eu sempre pedi clareza na negociação e entendo que nunca houve  porque não foi marcada uma assembléia para mostrar o acordo celebrado entre a SAR 4 e a empresa Setin ? Eu considero que tive um voto roubado,  e quero que seja marcada uma assembléia de moradores para ser analisado esse acordo.”  Com a palavra o sr. Paulo Roberto da Silva Yeda  para dizer o seguinte:  “Eu já lhe disse pessoalmente e volto a falar: a análise e decisão  dessa questão,  conforme consta do estatuto social,  é da competência do  Conselho Deliberativo,  que tomou conhecimento e participou de todas as decisões atinentes às negociações,  e hoje o acordo  está assinado e já foi homologado. Como e porque iremos convocar uma Assembléia para rever um ato juridicamente perfeito e acabado,  que foi celerado por quem tinha  competência para sua prática ?  O Conselheiro José Roberto Montini disse: “ E onde está esse acordo que ninguém tem conhecimento?   Com a palavra  o sr. Paulo Roberto da Silva Yeda para,  exibindo o documento, dizer o seguinte:  “Esse acordo faz parte de um processo judicial,  que é público,  e a cópia está aqui,  se você a desejar/’.  É entregue nesse ato a cópia do acordo ao sr Conselheiro José Roberto Montini.  Novamente sem pedir autorização,  o sr. Conselheiro José Roberto Montini começa,  em altos brados,  a dizer o seguinte:  “Esta reunião somente está sendo realizada porque foi  solicitada por um grupo de  conselheiros,  e aqui todos estavam para falar e para serem ouvidos,  e que todos  os membros da Diretoria e o Presidente dos trabalhos, inclusive,  estavam contrariando os estatutos”. Com a palavra  o sr. Conselheiro Donaldo Ferreira de Moraes  para dizer o seguinte:  “O  senhor compareceu a esta reunião com o claro objetivo de tumultuar os trabalhos como demonstram os seus sucessivos apartes sem autorização.  Se o senhor insistir nessa absurda escalada de tumultos,  comunico-lhe que,  acabo de receber a  determinação do Senhor Presidente autorizando-me a  cassar a  sua  palavra e  a  impedi-lo de falar,  e se o senhor assim mesmo insistir,  determinou-me que eu encerrassei a reunião por falta de condições para o exame das questões  para as  quais  foi ela  convocada.”  Novamente sem autorização,  o sr. Conselheiro  José Roberto Montini em altos brados disse o seguinte:  “Você, Conselheiro Donaldo,  já veio para esta reunião com a clara intenção  de me impedir de falar  e de encerrar os trabalhos da reunião.  Eu senti isso  desde o  primeiro momento”.  Pede a palavra o Senhor  Paulo Dal  Médico  para  dizer o seguinte:  “Senhor  Conselheiro José Roberto Montini:  Há dias atrás o senhor,  em uma reunião aqui realizada,  afirmou que as negociações ajustadas pelo Residencial e  a Construtora  Setin  dava margem à suspeitas de recebimento de propinas..  Mais ainda.  Que o senhor estava realizando um dossiê da minha vida financeira e outros Diretores com o objetivo de demonstrar essa falcatrua,  e mencionou que teve acesso ao meu contas-correntes do Citibank,  o que resultou na irregular quebra do meu sigilo bancário.  Quero lhe dizer que vou encaminhar uma carta ao Banco Central e outra  ao Citibank  denunciando esse fato,  e nós  vamos  ver  as conseqüências dessa sua irresponsabilidade.”  Com a  palavra o sr.  Conselheiro José Roberto Montini para dizer o seguinte:  “Eu não disse iria  abrir a sua conta:  eu  disse que iria ajudar  você na abertura de uma  conta”.  Com a  palavra o Sr. Paulo Dal Médico para,  respondendo,  dizer o seguinte:  “Não  foi isso o que você disse. E ademais,  eu não preciso que ninguém  me ajude a abrir uma  conta no Citibank porque eu já sou correntista desse banco. Nesse momento,  como se elevasse ainda mais o tumulto na reunião,   o Senhor Conselheiro José Monteiro Paulino,  que estava impossibilitado de se manifestar,  pede ao  senhor Conselheiro  Donaldo Ferreira de Moraes,  na direção dos trabalhos,  que encerrasse a reunião,  o  que foi  feito,  ficando sem exame as questões relativas  aos itens 3, 4 e 5 do Edital.        

 

José Monteiro Paulino                                               Donaldo Ferreira de Moraes

Presidente do Conselho Deliberativo               Secretário